sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009


11 DE SETEMBRO DE 2001

Os ataques terroristas que destruíram o World Trade Center, em Nova York, e parte do Pentágono, em Washington, e alteraram a rotina da terça-feira, 11 de setembro de 2001 não mudaram apenas a vida dos envolvidos diretamente nos atentados. Passados alguns anos, os surpreendentes acontecimentos daquele dia ainda são sentidos no cotidiano dos habitantes de todo o planeta. Se o medo de novos ataques e a caça aos terroristas tornaram-se quase uma paranóia nos países desenvolvidos, a crise econômica mundial também afetou diretamente os mercados dos países em desenvolvimento.

A guerra contra o terrorismo, deflagrada pelos Estados Unidos imedidatamente após os atentados, destruiu o poder talibã no Afeganistão e rendeu ainda uma guerra que se revela interminável no Iraque. Depois de vários boatos mundiais sobre sua morte, um dos maiores inimigos dos Estados Unidos, apontado como mentor dos ataques, o saudita Osama Bin Laden continua desaparecido, e ninguém sabe se está vivo ou morto.

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"11 de Setembro"

Link: http://www.slideshare.net/edmir/11-de-setembro-presentation
O Globo: Primeira página do jornal brasileiro O Globo publicado no dia 12 de setembro de 2001.
(Cortesia: Newseum)
Osama Bin Laden, o mentor dos ataques nos EUA

Afeganistão, 07 de outubro de 2001 - Osama Bin Laden disse hoje, em pronunciamento à rede de TV Al-Jazeera, do Catar, que a guerra contra o Afeganistão é contra o islamismo. "Não adianta o presidente George W. Bush tentar convencer o mundo de que não se trata de uma guerra religiosa", afirmou.

CRÍTICA AO FILME FAHRENHEIT 11 DE SETEMBRO

Fahrenheit 11 de Setembro - Celso Sabadin

Além de abalar as estruturas do governo Bush, além de se tornar o porta-voz de bilhões de pessoas pelo mundo que não suportam a arrogância militarista norte-americana e além, é claro, de ficar rico, o cineasta Michael Moore está promovendo uma outra revolução: a dos documentários “politicamente corretos”. É o fim de uma era. Após o sucesso do estilo Moore, os documentaristas estão livres, liberados daquela tentativa gélida de transmitir com seus fimes uma falsa sensação de imparcialdade. Ora, se realmente o Meio é a Mensagem, ninguém é imparcial. E Moore põe por terra a aborrecida máscara “correta”, da investigação eqüidistante, da frieza dos fatos. Temos agora um novo estilo de se fazer cinema documental, onde o documentarista intervem, opina, conduz, sim, seus entrevistados, edita tendenciosamente da maneira que melhor lhe convier, enfim, faz tudo aquilo que sempre foi considerado “errado” no gênero. Problema? Nenhum. Todo mundo sempre faz isso, só que de maneira velada. Moore escrachou, escancarou, levando (e elevando) o cinema documental ao status de blockbuster. E se supera em Fahrenheit - 11 de Setembro, produção que custou US$ 6 milhões e já rendeu mais de US$ 100 milhões nas bilheterias nos EUA, número impensável para o gênero até há muito pouco tempo. Porém, mais importante que o dinheiro arrecadado é a cruzada do cineasta em não permitir que Bush seja reeleito. Tanto que autorizou que seu filme fosse gratuitamente baixado via internet, para que um número maior de pessoas pudessem ter acesso às terríveis imagens. Cinematograficamente falando, Fahrenheit - 11 de Setembro atira na tela grande a fórmula denúncia/deboche que Moore sempre destilou em seu antigo programa TV Nation, nos documentários Roger e Eu e Tiros em Columbine e em seus livros. Porém, com um visível amadurecimento estilístico. A decisão, por exemplo, de não mostrar novamente as desgastadas imagens dos atentandos de 11 de setembro, substituindo-as por uma amarga tela totalmente preta e o som dos aviões se chocando na torres, se mostra das mais acertadas e emocionantes. A própria figura de Moore aparece menos que em seus trabalhos anteriores. E todo o destaque é dado para o conteúdo – e que conteúdo! – de suas denúncias. Só faltou dizer que foi o próprio Bush quem armou o atentando contra o próprio país, para se recuperar nas pesquisas de opinião. Teoria que, particularmente, eu defendo. Claro que é uma facilidade a mais denunciar e ridicularizar um presidente tão ridicularizável (e ridículo) como George W. Bush. Mas Moore teve coragem. Foi fundo na questão, levantou documentos, registrou imagens impressionantes no Iraque, desmontou o patriotismo tolo do povo norte-americano. Ganhou Palma de Ouro em Cannes e acabou escrevendo o seu próprio nome na história. Do cinema e da política. E se Bush perder as próximas eleições, ainda terá ajudado a realizar um grande feito para a humanidade.
( Fahrenheit 9/11, EUA, 2004)

SINOPSE

Fahrenheit 11 de Setembro (Fahrenheit 9/1)
Elenco: Michael Moore, George W. Bush.
Direção: Michael Moore
Gênero: Documentário
Distribuidora: Europa Filmes
Estreia: 30 de Julho de 2004.
Sinopse: "Fahrenheit 11 de setembro" é uma dura análise da administração do governo Bush após os trágicos eventos de 11 de setembro, feita pelo cineasta ganhador do Oscar Michael Moore. Com seu humor característico e obstinado compromisso de revelar os fatos, Moore contempla a presidência de George W. Bush e onde ela está nos levando. Ele olha como - e porque - Bush e seus conhecidos evitaram associar o 11 de setembro aos Sauditas, ignorando o fato de que 15 dos 19 seqüestradores eram Sauditas e de que foi dinheiro saudita que fundou a Al Qaeda. "Fahrenheit 11 de setembro" mostra uma nação mantida em medo constante por alertas do FBI e passiva diante de uma nova legislação, o "Patriot Act" (ato patriótico), que infringe direitos civis básicos. É nesta atmosfera de confusão, suspeita e terror que a administração Bush fez sua abrupta guerra rumo ao Iraque - e "Fahrenheit 11 de setembro" nos leva dentro desta guerra, para contar histórias exclusivas, ilustrando o cruel custo de vidas de soldados norte-americanos e de suas famílias.